Diástase abdominal

 Diástase abdominal

A parede abdominal é composta por vários músculos, os músculos transversos, os oblíquos interno e externo e os retos abdominais, como podemos ver na imagem abaixo.

Os músculos retos do abdomen estão unidos por uma estrutura de tecido conjuntivo, a que se dá o nome de linha Alba. Esta estrutura (representada a branco na imagem acima), permite ao abdomen ter mobilidade e permite também a sua expansão durante a respiração e a gravidez. Por outro lado, fazendo a união entre os músculos retos do abdomen vai servir como uma cinta natural que dá estabilidade ao tronco, e protege os órgãos internos.

Mediante determinadas circunstancias, como uma gravidez, aumento de peso, esforços extremos com cargas elevadas, fatores hormonais como a menopausa, exercício físico realizado de forma incorreta, etc, os retos do abdomen podem afastar-se. Quando esta situação se verifica podem surgir, dores lombares e pélvicas, postura incorreta, flacidez abdominal e abdomen projetado, incontinência urinária, dor durante as relações sexuais, hérnias abdominais e obstipação.

 Ao afastamento dos músculos retos do abdomen chama-se diástase abdominal. 

Esta condição não é exclusiva do sexo feminino, embora seja mais comum de se verificar nas mulheres devido à gravidez e parto.

Como tratar a Diástase abdominal?

Quanto mais cedo for detectada a diástase abdominal e quanto mais cedo forem iniciados os exercícios de fisioterapia, pilates, ou fortalecimento do Core, melhores são os resultados. 

Se a diástase surgir depois uma gravidez, por exemplo, podem ser iniciados os exercícios de fisioterapia após um mês e meio a dois meses do parto. Tratar os sintomas que provocam obstipação é fundamental e optar por exercício físico orientado e realizado de forma consciente também.

Todos os exercícios que fortalecem a parede abdominal e os músculos do pavimento pélvico são benéficos quando realizados de forma correta. As técnicas/exercícios hipotensivos são bastante eficientes. No yoga esse exercício tem o nome de uḍḍīyana bandha.

Para saber mais sobre o uḍḍīyana bandha carregue no link seguinte:

https://bhava-e-yoga.blogspot.com/2022/03/uddiyanabandha.html

O uso de cintas também é recomendados pelos médicos em alguns casos, mas pode ser desaconselhado por outros, uma vez que dá uma falsa sensação de suporte abdominal. Peça a orientação do seu médico ou fisioterapeuta.

A correção cirúrgica por vezes também é indicada, mas as opiniões divergem e há médicos que desaconselham.

Como detectar a Diástase abdominal?

Por vezes é fácil de detectar, pois ao afastamento do reto do abdomen é tão acentuado que se torna visível (ver imagem acima). Mas existe um teste que permite diagnosticar a diástase.

Geralmente já não é considerado normal um afastamento superior a 1,5 cm a 2 cm.

  • Deite-se em decúbito dorsal (de costas apoiadas no solo), com as pernas fletidas e os pés apoiados no chão.
  • Contraia o seu abdomen e eleve a cabeça do chão como se quisesse olhar para o seu abdomen.
  • Com os dedos indicador e médio, encontre a linha alba, linha central do seu abdomen. coloque primeiro os dedos acima do umbigo.
  • Faça pressão com os dedos tentando perceber se surge o afastamento dos músculos ou uma depressão. Tente perceber quantos dedos cabem na largura entre os músculos.
  • Depois, faça o mesmo colocando os dedos na região abaixo do seu umbigo.
  • Para medir a profundidade da diástase, faça o exercício tal como foi explicado acima, mas tente perceber o quanto os dedos afundam na região alba. Verifique quanto afundam as falanges dos dedos. A profundidade é uma medida muito importante pois mostra de houve rotura da linha alba. 
  • Já é considerada uma diástase quando a largura entre os retos fica entre um a dois dedos. afastamentos de mais de 4 cm já são muito difíceis de recuperar.
Leia também, a importância de fortalecer o Core. Carregue no link seguinte:

Esta informação não substitui a presença de um professor. Seja consciente, procure a orientação do seu professor de yoga. 

Boas práticas, com consciência!💚





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