Aṣṭāṅgayoga é o nome do sistema organizado pelo sábio Patañjali . Conheça as oito partes que constituem o seu método e as nossas práticas de yoga
Aṣṭāṅgayoga é o nome do sistema organizado pelo sábio Patañjali . Conheça as oito partes que constituem o seu método e as nossas práticas de yoga
O yoga é muito, muito mais do que aquilo que se vê nas redes sociais, mais do que os Āsanas, as posturas psicofísicas, cujas fotos de Instagram promovem tão bem.
Isto não significa que as posturas não são importantes. Elas fazem parte de um conjunto de técnicas cujo objetivo é levar o praticante a um aumento de consciência e de auto conhecimento.
O aṣṭāṅgayoga é o nome do sistema organizado por um grande sábio da antiguidade, Patañjali. Conheça as oito partes que constituem o seu método e as nossas práticas de yoga:
Sabe quais são os componentes da prática de yoga?
- Yamas, as cinco proscrições
- Niyamas, as cinco prescrições
- Āsanas - as posturas psicofísicas
- Prāṇāyāmas- Exercícios respiratórios e de expansão do prāṇa, a energia vital.
- Pratyāhāra- A abstração dos sentidos
- Dhāraṇā é a concentração num só ponto.
- Dhyāna, a meditação
- Samādhi, a a absorção meditativa,
1-A palavra Yama significa controle, proscrição, tudo o que o praticante de yoga deve banir do seu dia a dia, da sua conduta:
- Ahiṁsā, significa Não violência;
- Satya, a verdade ou a não mentira;
- Asteya, significa não roubar;
- Brahmacharya, a contenção ou a não dissipação da energia;
- Aparigrāha, a não possessividade, o desapego;
2- Niyamas são as prescrições, significa indicar, recomendar, tudo o que o praticante de yoga deve manter presente no seu dia a dia:
- Śaucan, pureza ou purificação;
- Santoṣa, o contentamento;
- Tapas, a disciplina ou o esforço sobre si mesmo;
- Svādhyāya , o estudo sobre si mesmo e sobre as escrituras;
- Īśvaraprānidhāna, a consagração a Īśvara, a dedicação e entrega ao purusha, o eu primordial, o sagrado, considerado como o arquétipo ideal do yogin, o praticante de yoga.
Logo prāṇāyāma é a técnica do yoga que visa a expansão e absorção do prāṇa, a energia vital.
Esta técnica tem muitos e variados objetivos, auxilia no controle da atividade da mente, provoca estados alterados de consciência, ajuda a atingir estados meditativos, sereniza ou revitaliza o corpo e a mente, purifica o corpo, auxilia na prática de vários desportos e pode ajudar a gerenciar o stress, e a controlar pensamentos e emoções, aumenta a capacidade e a consciência corporal, pode aquecer ou arrefecer o corpo, despertar ou auxiliar o sono, entre outros. Sobretudo é um importante veiculo para o autoconhecimento e aumento da consciência.
5- Pratyāhāra, a abstração dos sentidos, é a capacidade de dominar os sentidos e de nos abstrairmos do que é externo a nós e nos voltarmos para o que é interno. Segundo o Professor Pedro Kupfer " prati e ahāra. Ahára significa comida, ou algo que você coloca para dentro. Parti é uma preposição que significa contra ou fora. Pratyāhāra então significa controle do ahāra, ou ter controle sobre as influências externas. "
É o inicio do caminho do controle sobre a mente. Não significa um ato repressor mas de transcendência sobre os conteúdos da mente. Para iniciar esta técnica há que fazer precisamente o oposto, concentrar a atenção nos sentidos e depois, aos poucos desvinculamo-nos das sensações que os sentidos proporcionam e iniciamos a jornada rumo ao estado meditativo. Pratyāhāra é a ponte que separa tudo o que é externo, do que é interno.
6- Dhāraṇā é a concentração num só ponto. é a fase que sucede ao Pratyāhāra. Esta concentração num só ponto, que pode ser a respiração, um mantra, o ponto entre as sobrancelhas, a chama de uma vela, etc, vai diminuir a atividade da mente e preparar o terreno para o estado meditativo. Esta é precisamente a fase antes do estado meditativo. Não deve ser um esforço praticar a concentração, para que esta técnica não se torne contraproducente.
7- Dhyāna, a meditação. A meditação não se ensina. O professor pode facultar as técnicas, pode conduzir a prática, mas só o aluno pode " escorregar" para o estado meditativo. Se o aluno praticar com regularidade irá certamente atingir este estado meditativo. Meditar não significa parar de pensar mas antes diminuir o fluxo do pensamento, reduzir as oscilações ou ondas mentais. é um estado impossível de colocar em palavras, tal como é impossível descrever o amor ou a felicidade.
8-Samādhi, a absorção meditativa, a contemplação do ser, a experiência do silêncio
Todo este processo, estas 8 partes do caminho ou da prática do yoga, nos levam ao objetivo do yoga, o autoconhecimento, a expansão da consciência e mokṣa, a liberdade. A liberdade perante os condicionamentos da mente e da identificação com o Ego, a liberdade de toda e qualquer forma de sofrimento.
Esta informação foi inspirada nos ensinamentos dos meus Professores Pedro Kupfer, João Paulo Dias e pesquisas pessoais. 💚
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