Quem sou Eu? Responda com a mente e depois com o coração
Quem sou Eu? Responda com a mente e depois com o coração
Quem sou eu?
Feche os olhos e questione-se.
Há questões que nos levam a encruzilhadas, talvez a lugar nenhum, talvez somente a muitas outras questões.
Há questões que talvez não necessitem ser respondidas, necessitem apenas de ser feitas.
Responda primeiro com a sua mente, com todo o conhecimento que adquiriu até hoje:
- Quem sou eu?
Agora, deixe a mente de lado, e sem racionalizar, responda de forma intuitiva, com o coração:
- Quem sou eu?
Talvez não chegue a resposta alguma, mas quem sabe, a qualidade da sua pergunta, possa sofrer uma transformação.
Talvez não precisemos de tanto conhecimento, de tantas respostas, e a única coisa de que precisemos seja um pequeno instante, um instante de pura consciência. (Miguel Homem)
O conhecimento responde às questões - O quê? Como? De que forma? Quem? A sabedoria, na melhor das hipóteses responde à questão - Para quê?
O conhecimento reúne infinita informação para explicar o mundo e a natureza, o homem.
A sabedoria mostra-nos o que fazer e o que não fazer com a informação que temos disponível.
O conhecimento mora no pensamento, a sabedoria, talvez no coração.
Ao longo dos séculos foram inúmeros os sábios, filósofos e pensadores que distinguiram conhecimento de sabedoria. Deixo-vos algumas reflexões de seguida. Gosto particularmente deste poema do livro “O Pequeno livro da vida” de Rumi
O jardim da alma, do coração e do espírito
Existem dois tipos de Saber!
Um advém dos professores e dos livros,
da repetição e das ciências,
Garantindo um tipo de superioridade,
Porém o esforço para o manter
Torna-se um enorme fardo.
Termina como a fonte de água
Que brota do exterior
E que cessa assim que a nascente seca.
O outro tipo de saber é um dom divino.
Com a nascente no coração do espírito,
a água do seu conhecimento
brotando desde dentro,
jamais estagnará ou envelhecerá.
Procura essa fonte dentro de ti!
- Sócrates associava a sabedoria ao reconhecimento da sua própria ignorância. A famosa ideia atribuída a ele é, como todos sabem " Só sei que nada sei”. O conhecimento, por si só, não garante sabedoria.
- Aristóteles diferenciava o conhecimento teórico da sabedoria prática, saber o que fazer, quando fazer e como agir corretamente,
- Confúcio valorizava o conhecimento, mas sobretudo a capacidade de o transformar em conduta correta. Saber e não praticar, pouco significa.
- Santo Agostinho, entendia a sabedoria como algo relacionado ao conhecimento de Deus, da verdade e da finalidade da vida, não apenas à acumulação de conhecimento.
- René Descartes procurou estabelecer o conhecimento sobre bases seguras, mostrando que saber exige questionamento e exame crítico.
- Immanuel Kant, fez uma distinção importante entre possuir conhecimento e saber usar a razão para orientar a vida, A sabedoria envolve uma dimensão prática e moral.
- Bertrand Russell escreveu sobre o perigo de o conhecimento científico crescer mais rapidamente do que a capacidade humana de utilizá-lo com prudência. (Tão atual, não é verdade?)
Breve biografia de Rumi
Jalal al-Din Rumi, conhecido simplesmente como Rumi ou Mawlana, foi um poeta, teólogo, jurista e místico sufi persa. Nasceu em 1207, em Balkh, região que hoje pertence ao Afeganistão. Morreu em 1273, em Konya, na atual Turquia.
Rumi nasceu numa família de estudiosos religiosos. O seu pai, era um conhecido teólogo. Durante a juventude, a família deixou a região de Balkh, num período marcado pelo avanço dos mongóis, e acabou por se estabelecer em Konya, então parte do Sultanato de Rum. Foi daí que veio o nome “Rumi”, associado a “Rum”, nome histórico da Anatólia.
A sua obra mais famosa é o Masnavi-ye Ma'navi, um extenso poema místico em seis livros, composto por histórias, parábolas e ensinamentos sobre o amor, a espiritualidade e a relação entre o ser humano e Deus. Outra obra importante é o Divã de Shams de Tabriz, uma grande coleção de poemas líricos.
Os principais temas da poesia de Rumi são o amor divino, a busca espiritual, a transformação interior, a união com Deus e a superação do ego. A sua influência ultrapassou o mundo persa e islâmico, e as suas obras continuam a ser traduzidas e lidas em muitos países
Em resumo: Rumi foi uma das figuras mais importantes da poesia persa e do sufismo. A sua mensagem centra-se sobretudo na ideia de que o amor pode ser um caminho de transformação espiritual e de aproximação a Deus.
Esta informação foi inspirada nos ensinamentos dos meus Professores Pedro Kupfer, Miguel Homem, João Paulo Dias e pesquisas pessoais💙
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