Equanimidade no yoga e na vida
Equanimidade no yoga e na vida
Equanimidade vem do latim, eaquanimitas, -atis, que significa benevolência, igualdade de ânimo.
Significa um estado de serenidade mental; um juízo ou comportamento imparcial.
Em sânscrito, equanimidade é samatva e é sem dúvida um dos grandes alicerces do yoga.
Como praticar a equanimidade no yoga e na vida?
Buscando e aperfeiçoando uma conduta, uma postura de equilíbrio perante os desafios que possam surgir. Este é o caminho do meio para o yogi.
Mas nem sempre é fácil, manter o equilíbrio, principalmente se outros à nossa volta não usufruem desse mesmo equilíbrio, se há sofrimento, dor, injustiça.
"Quando as coisas fluem na nossa vida de maneira mais ou menos harmoniosa, ou dentro da nossa zona de conforto, é relativamente fácil praticar equanimidade. No entanto, quando nos defrontamos diariamente com desafios, violência ou injustiça social, essa prática pode parecer difícil ou até mesmo impossível." ( Pedro Kupfer)
logo " precisamos buscar caminhos alternativos para navegar as turbulências sociais: e necessário desenvolver habilidades e perspectivas que nos ajudem a lidar com essas situações de forma mais equilibrada." ( Pedro Kupfer)
Para lidar com estas situações e ainda assim manter algum equilíbrio, tem de existir uma constante observação interna e autoconhecimento. Quanto mais e melhor nos conhecermos, melhor antecipamos as nossas reações e sentimentos.
Quando antecipamos essas reações, podemos preparar-nos mental e emocionalmente para lidar com elas.
Existem vários truques, ou estratégias para lidar com estes desafios. Recentemente, ao participar numa formação de yoga com o Professor Pedro Kupfer, ele citou a empatia pelo próximo como uma boa alternativa no que toca à gestão de emoções nas relações. Recordei-me que, na minha juventude, para evitar conflitos com colegas com os quais eu discordava ou por quem não sentia afinidade, imaginava que eram meus filhos.😂
Esta estratégia resultava na perfeição, pois sempre fui muito "maternal". Afinal quem não perdoa tudo a um filho, ou a um irmão? Sem saber, eu estava a treinar a equanimidade!
A verdade é que, muitas da vezes, para agirem como agem, as pessoas passaram por situações muito difíceis nas suas vidas. Um agressor, regra geral foi um agredido. Embora os meios não justifiquem os fins, entender as razões por detrás de atitudes violentas, pode modificar a nossa percepção dessas mesmas atitudes.
Assumir internamente as nossas dificuldades, olhar de frente para as nossas fraquezas, enfrentá-las de forma honesta, também pode ajudar a manter a equanimidade. Quando não fingimos ser outra pessoa e nos aceitamos tal como somos, trazemos para o consciente os motivos inconscientes que acionam gatilhos e nos roubam o equilíbrio.
Por exemplo, se eu já sei que aquela tia tem o poder de fazer perder as estribeiras, antes do jantar de família, preparo-me interiormente para lidar com a situação. Reconheço que costumo perder a paciência e tomo consciência das razões que me levam a tal. Essa preparação prévia pode ajudar-me a gerir as emoções (pelo menos durante a primeira meia hora😂).
Se falhar, é importante não sentir frustração ou culpa, mas antes, trabalhar em mim, para que no futuro, o estado de equilíbrio, possa pelo menos, durar uma horinha.😁 Passinho a passinho alcançaremos a vitória!!!
Quando uma criança cai e esfola o joelho, normalmente desata num pranto. Mas pára subitamente de chorar se vê algo que lhe chama a atenção, como outra criança que passa com um balão na mão, ou um cachorro que saltita à sua volta. Isso acontece porque temporariamente a criança desvia a atenção do foco da dor.
Podemos usar essa estratégia, desviando propositadamente a atenção do foco da nossa instabilidade. Podemos fazê-lo, contando até dez, levando a atenção à respiração, ou, como sugere o Professor Pedro Kupfer, entoando um mantra mentalmente ou praticando meditação.
A meditação diária, a prática de caminhadas na natureza, a prática de um desporto ou de atividades de lazer das quais gostamos, podem ajudar a carregar as nossas baterias. Não é por acaso que, tantas vezes, entramos stressados numa aula de yoga e saímos com aquela sensação prazerosa de que o universo está a conspirar a nosso favor. 😊 Tudo o que nos regula, mesmo que por pouco tempo, é importante. Com a prática vamos percebendo que esse tempo vai aumentando gradualmente.
Mas equanimidade não significa indiferença ou frieza. Abordarei este tema na próxima semana.
Tem algum outro truque que ajude a manter a equanimidade? Se sim, partilhe comigo. Inspirada pela formação de yoga com o Professor Pedro Kupfer, este mês iremos trabalhar esta qualidade.
Boas práticas! 💙
Esta informação foi inspirada nos ensinamentos dos Professores João Paulo Dias, Ricardo Gil, Pedro Kupfer e pesquisas pessoais.💙
Querida Sofia, mais uma publicação muito útil! :-) Sim, as pessoas mais próximas... e as outras!..., podem desequilibrar-nos um pouco, muito e/ou mesmo exageradamente. Compete-nos construir a robustez para lidar com isso. Nem sempre é fácil... :-) Beijinhos. Ana Pinto
ResponderEliminarOlá querida Ana 💖 obrigada pelo teu comentário. Estamos sempre a aprender! Com o tempo e a prática do autoconhecimento vamos alcançando está postura mais equilibrada. Beijinho 😘💙🙏
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