Conheça o Dīpāvalī, o festival das luzes

 Conheça o Dīpāvalī, o festival das luzes


No passado dia 20 de outubro festejou-se o Dīpāvalī um dos mais importantes festivais do calendário Indiano, conhece?

Nas nossas aulas do fim do dia, a nossa escola esteve iluminada com uma fileira de luzes que simulavam as lamparinas a óleo, as dīpas, tão características desta festa.

Divali ou Dīpāvalī é um dos mais importantes festivais hindus. É conhecido como o festival das luzes, o ano novo Hindu. Embora a mitologia Hindu não esteja diretamente relacionado com o yoga, carrega uma simbologia que nos faz entender as mensagens do yoga. Afinal, quem não gosta de uma boa história?

Consoante a região da Índia pode durar entre cinco a seis dias e simboliza a vitória espiritual da luz sobre as trevas, a vitória do conhecimento sobre a ignorância.

Este festival está associado a Lakṣmī, deusa da prosperidade, fertilidade e beleza e também ao deus Gaṇeśa, Deus da sabedoria, removedor de obstáculos.

Representa também a vitória de Rāma, um dos avataras de Viṣṇu (Deus que representa a preservação do universo) sobre o demónio Rāvaṇa.

Rāvaṇa, símbolo da escuridão (ignorância), sequestra Sītā, a esposa de Rāma, e encantado com a sua beleza, leva-a para a ilha de Laṅkā, no mundo “inferior”

Rāma só consegue resgatar a princesa após 13 longos anos cheios de provações. Rāma consegue-o com a ajuda de Hanumān, o deus-macaco, encarnação da força vital, o prāṇa.

Quando o casal regressa à cidade de Ayodhya, numa noite escura, acompanhado de Lakṣmī e Hanumān, o povo feliz acende lamparinas para indicar-lhes o caminho até ao palácio,

Para celebrar esta vitória, enfeitam-se e iluminam-se as ruas até aos dias de hoje neste festival maravilhoso.

Durante este festival, as pessoas vestem as suas melhores roupas, as casas são limpas e decoradas com lamparinas a óleo, as dīpas, e com padrões coloridos, desenhos circulares e mandalas, feitos no chão com areia e pós coloridos, os Rangoli.

O fogo de artifício é uma tradição bem como a oferta de doces e a partilha de presentes.

A celebração dura cerca de cinco dias, sendo o terceiro dia o mais importante. Dá-se no início do outono, após ser concluída a colheita de verão. Coincide com a lua nova, amāvasyā (a noite mais escura do calendário) e também por esta razão se acendem as lamparinas como símbolo da vitória da luz contra a escuridão. Vitória do conhecimento, da consciência contra a ignorância.

As famílias reúnem-se para um banquete e para o Pūjā ( oferenda) a Lakṣmī, deusa da prosperidade e trocam-se os doces e os presentes. 

Aqui fica um vídeos deste festival tão importante para os hindus como o Natal ou o ano novo é para os cristãos:

https://www.youtube.com/watch?v=HrrW3rO51ak

Ouça o "Ayodhya" o kīrtaṇ que celebra, o regresso do príncipe Rāma  e da sua amada Sītā, para Ayodhya, entoado pelo meu querido Professor Pedro Kupfer:

https://www.youtube.com/shorts/M5nhT8TEWoI


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