Jihvabandha

 

Jihvabandha ou Khecarī mudrā

É a compressão da língua no céu da boca, contra o palato mole. Veja a imagem mais abaixo.

Retraia a língua para trás e para cima, de forma a que a sua extremidade comprima o palato mole, a região macia, no céu da boca, junto à úvula ( a " campainha" ). No início pode ser difícil chegar com a língua ao palato mole, mas com o tempo e a prática será possível. Antigamente os yogis cortavam o freio da língua para alcançar mais facilmente este ponto. 

Segundo as escrituras, quando a língua consegue comprimir o canal de confluência entre as narinas e a garganta a técnica assume o nome de Khecarī mudrā.

O objetivo deste bandha é alcançar um ponto, o Triveni, que é o ponto de confluência das três principais  nāḍīs, īḍā, piṅgalā e suṣumṇā. 

Esta compressão acaba por estimular, de forma indireta a glândula pineal, glândula que se situa no centro do cérebro  e que é responsável pela produção de melatonina e que regula os ciclos de sono e o ciclos circadianos. Ao ser estimulado  o Triveni, são também experimentadas sensações nas papilas gustativas. Segundo o Professor Pedro Kupfer podem surgir “... gostos alcalinos, amargos e lácteos até o gosto do elixir lunar”

Ao executar o Jihvabandha, o amrita, néctar da imortalidade que é produzido no Soma chakra, chakra que se situa entre o ájña chakra e o Sahasrāra chakra, fica contido e não derrama para os chakras inferiores.

"Neste local reside Kāmadhenu a Vaca Cósmica.  representação da generosidade infindável da mãe natureza. Na alquimia tântrica, Kāmadhenu, no somacakra, emite diariamente um pingo do néctar da imortalidade, amṛtam.

Esse amṛtam é consumido no maṇipura cakra, o cakra do elemento fogo, produzindo em seu devido tempo, o envelhecimento e a morte. O propósito das práticas de prāṇāyāma e mudrā, no Haṭha Yoga, é evitar a dispersão do amṛtam. É por isso que se fazem as práticas de viparītakaraṇī mudrā e outras inversões do corpo físico: para evitar que amṛtam seja queimado no fogo da digestão. O soma Chakra é vulgarmente conhecido de "terceiro olho". Pedro kupfer


Efeitos do Jihvabandha:

  • Estimula o auto domínio e o controle sobre sobre a ansiedade e o apetite;
  • Associado ao rejuvenescimento e longevidade;
  • Beneficia a tonicidade dos músculos do pescoço;
  • Pode auxiliar com a pressão e entupimento dos ouvidos;
  • Atua sobre a hipófise, glândula que regula o funcionamento de outras glândulas endócrinas e algumas funções do organismo como o crescimento.
  • Atua também sobre a pineal, gandula que produz melatonina, uma hormona que deriva da serotonina e que regula os padrões de sono e o nosso ritmo biológico. 
  • A pineal está associada ao ājña chakra, o chakra frontal, centro energético da concentração e meditação. Está também associada ao sahasrāra chakra, chakra coronário situado no topo da cabeça e associado à expansão da consciência.
Bandha significa “fecho” ou “ligação” e é uma técnica do yoga que consiste em contrações /estimulação de músculos, plexos, nervos, órgãos e glândulas.

Os bandhas são como ferramentas que facilitam a orientação dos fluxos energéticos. Cada fluxo energético no nosso corpo tem a sua direção e o seu sentido. Com os bandhas é possível inverter o sentido desses fluxos para direcionar o prāṇa (energia vital) com objetivos específicos. Quando são combinados com prāṇāyāmas e āsanas tornam a prática de yoga mais intensa e eficaz.

Existem quatro tipos de bandhas ou contrações:

  • Jalāṇḍhārabandha – Levando o queixo ao peito, na depressão jugular, ativando da garganta;
  • Uḍḍīyanabandha– Contração do abdômen e baixo ventre, recolhendo-o para dentro e para cima.
  • Mūlabandha – Contração dos esfíncteres do anus e uretra
  • Jihvabandha – Elevação e pressão da língua contra o palato mole.
Estas contrações podem ser feitas isoladamente ou em simultâneo. Quando, por exemplo, durante a execução de alguns prāṇāyāmas, se faz em simultâneo o Jalāṇḍhārabandha, uḍḍīyanabandha e mūlabandha, a técnica assume o nome de bandhatraya, a contração tríplice .

A explicação deste exercício apenas serve para complementar a informação dada na sala de aula e auxiliar a memorização das técnicas. Não se deve realizar qualquer técnica de yoga sem a orientação de um professor.








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