Yamas e Niyamas, o código de ética do yoga

Yamas e Niyamas, o código de ética do yoga

Os Yamas e os Niyamas são normas éticas, condutas de vida.

Não são exclusivas do praticante de yoga, mas são absolutamente essenciais para este.


Qualquer estilo de yoga credível considera as normas éticas prioritárias. 

Os yamas e Niyamas são a base de qualquer prática, os primeiros passos e os mais importantes, na caminhada para o autoconhecimento. Sem eles, não há verdadeiramente yoga.


Existem cinco yamas e cinco Niyamas, num total de dez obrigações morais:


Yamas, as cinco proscrições

A palavra Yama significa controle, são as proscrições, tudo o que o praticante de yoga deve banir do seu dia a dia, da sua conduta:

  • Ahiṁsā, significa Não violência, que começa em primeiro lugar comigo mesmo/a, e se estende a todos os seres e natureza;
  • Satya, a verdade ou a não mentira. a verdade para comigo e para com todos os demais;
  • Asteya, significa não roubar. Asteya vai muito além de não nos apoderarmos de bens de outros, mas também de não nos apoderarmos do tempo, da energia dos demais, das ideias, etc;
  • Brahmacharya, a contenção ou a não dissipação da energia sexual. Não significa para a maioria de nós a abstenção sexual, mas a opção de uma vida suportada por valores éticos e elevados, tendo sempre o amor como base numa relação;
  • Aparigrāha, a não possessividade, o desapego. Não significa não possuir bens, mas antes não ser possuído por eles.

Niyamas, as cinco prescrições

Prescrever significa indicar, recomendar, são as prescrições, tudo o que o praticante de yoga deve manter presente no seu dia a dia:

  • Śaucan, pureza ou purificação. Purificação do corpo físico através da adoção de hábitos diários saudáveis, purificação da mente, emoções e do corpo subtil. Para esta purificação existem técnicas especificas do yoga, bem como rotinas para incluir no dia a dia;
  • Santoṣa, o contentamento. Desenvolvendo ou aprimorando a capacidade de encontrar em nós o contentamento, reconhecendo que este estado é a nossa verdadeira natureza.
  • Tapas, a disciplina ou o esforço sobre si mesmo, a autossuperação, tendo sempre em conta a não violência;
  • Svādhyāya , o estudo sobre si mesmo e sobre as escrituras. O autoestudo ou autoconhecimento é o principal objetivo para a senda no yoga, complementando com o estudo das escrituras o resultado será mais promissor;
  • Īśvaraprānidhāna, a consagração a Īśvara, a dedicação e entrega ao divino, ou ao purusha, o eu primordial, considerado como o arquétipo ideal do yogin, o praticante de yoga.

Sem que o yogin integre os yamas e Niyamas no seu dia a dia, não poderá haver
evolução na senda do yoga.💙




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