Obstáculos à meditação - obstáculos físicos / e a busca por sensações sublimes
Obstáculos à meditação - obstáculos físicos / e a busca por sensações sublimes

Os incómodos físicos como obstáculo à meditação
Quando nos sentamos para a nossa meditação, normalmente a indicação é para que nos sentamos com as costas direitas, normalmente com as pernas cruzadas, procurando uma posição firme e confortável , Sthira Sukham Āsanam. A proposta é que nos mantenhamos imóveis.
Mas lentamente surge aquele desconforto na zona lombar, a dor nos ombros e pescoço, os pés ficam dormentes e os joelhos latejam, a vontade de mexer o corpo.
O desconforto físico pode ser um grande obstáculo à meditação. A boa notícia é que, com o tempo de prática e um maior treino na abstração dos sentidos, os incómodos físicos tendem a desaparecer.
Como podemos eliminar o desconforto físico?
Mantenha o corpo ativo e saudável, Praticando exercício físico.O nosso corpo necessita de movimento. Com músculos e articulações mais saudáveis a meditação será certamente mais fácil, a saúde melhor e qualquer prática mais fácil.
Inicie a prática de meditação com apenas alguns minutos. Gradualmente aumente esse tempo.
Se estar sentado/a no chão é desconfortável para si, sente-se numa cadeira. Não se encoste, chegue-se um pouco à frente. Tente manter as costas direitas, porém sem tensão. Mantenha os pés bem apoiados no chão.
Alongue antes e após meditar.
Se for inverno, ou se estiver frio, coloque uma mantinha sobre o corpo.
Diminua a intensidade da luz no local, para buscar mais conforto.
A busca de sensações extrafísicas e sobrenaturais através da meditação, como obstáculo à própria meditação
A nossa mente é irrequieta, quer experiências, quer emoção, desejos, apegos, quer distração e a meditação é precisamente o contrário, é quietude, desapego, ausência de ego e de desejos e sobretudo é consciência.
Se perguntarmos a alguém se prefere sentar-se e tomar consciência de tudo o que o presente lhe trouxer (incluindo a sua incapacidade para manter a mente tranquila e o turbilhão de pensamentos caóticos que surge sempre que para), ou se prefere sentar-se e sentir a eletricidade percorrer o seu corpo, o seu chakra frontal a despertar e a divindade a descer através do seu corpo, uma sensação transcendental de paz, uma experiencia sublime, é fácil saber a resposta.
Esperamos que a meditação nos traga experiências divinas, sagradas, transcendentais.
Estes são conceitos, desejos, expectativas da mente, e quando não obtemos o que queremos, aborrecemo-nos, desistimos de tentar, nunca mais meditamos.
O que fazer?
Não crie expectativas e ideias pré concebidas sobre a meditação. Mantenha a mente aberta, curiosa e atenta às experiências que surgirem, seja quais forem.
Se lidar com a mente caótica e com o que o momento pode trazer é a verdade. Nada é mais poderoso que a verdade
Tome consciência que este desejo não está errado e faz parte da mente humana a busca pela novidade, mas por uns momentos apenas enquanto medita, descanse de qualquer busca. Observe a parte de si que deseja transcender. Talvez seja a mesma parte que busca recordar algo, talvez seja o desejo de estar verdadeiramente presente.
Tome consciência que talvez o mágico e o sublime não tenham de ser uma fuga à vida, mas a forma mais profunda de mergulhar na própria vida.
Descubra na vida mais comum, na rotina, nos dias iguais a tantos outros, formas de reconhecer o Divino. A vida pode não mudar, mas a forma como habitamos a vida pode fazer toda a diferença. Procure ver milagres no calor de uma chávena de chá, num abraço, numa manhã de sol, no aroma de uma fruta. O momento presente é a vida a oferecer-se para si. Mantenha-se atento! Não é necessário rejeitar a terra para alcançar o céu.
Que outros obstáculos à meditação sente? Partilhe!
Meditação: Sente-se numa posição confortável à sua escolha e deixe que o presente aconteça, sem expectativas. Esteja consciente de todas as sensações, pensamentos, emoções. Deixe acontecer a verdade!
Boas práticas, com consciência 💙
Esta informação foi inspirada nos ensinamentos do Professor Pedro Kupfer, João Paulo Dias, Marco Peralta e pesquisas pessoais.
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