Mūlabandha

Mūlabandha/ Aśvinīmudrā

Mūlabandha é a contração ou fecho da raíz, ou seja, a contração dos esfíncteres do ânus e da uretra.

Quando é feito de forma estática tem o nome de Mūlabandha, quando é feito de forma dinâmica, com sucessivas contrações da musculatura anal e uretral chama-se Aśvinīmudrā. O aśvinīmudrā é mais fácil de executar que o mūlabandha, pelo que é mais indicado para alunos iniciantes.

Execução:

Contraia os esfíncteres do ânus e da uretra para dentro e para cima, contraindo também a musculatura dos glúteos e baixo ventre.

Primeiro contraem-se os esfíncteres do ânus, depois os da região genital e por fim o abdómen, recolhendo para dentro e para cima, realizando assim o uḍḍiyanabandha.

Efeitos:

  • Estimula e fortalece os músculos genitais;
  • Ajuda a combater a impotência e a ejaculação precoce. Estimula a energia e a força sexual e a irrigação sanguínea na região pélvica;
  • Previne a incontinência urinária. É muito útil para grávidas pois fortalece os músculos genitais e previne a incontinência urinária que pode ocorrer no pós- parto;
  • Estimula o sistema nervoso central;
  • Ajuda a manter o equilíbrio hormonal;
  • Estimula o mūladhāra chakra, o chakra da raiz, mais conhecido como chakra básico, responsável pela nossa sobrevivência. Localizado entre o períneo e o ânus, é a sede da Kundalinī, "A energia física de natureza neurológica e manifestação sexual ", ( Mestre DeRose), que se encontra em sono profundo neste chakra e que é a base, o ponto de partida para o desenvolvimento do autoconhecimento e da consciência plena. Estimula a coragem, a energia e a força de vontade, a solidez e a firmeza.


Bandha significa “fecho” ou “ligação” e é uma técnica do yoga que consiste em contrações /estimulação de músculos, plexos, nervos, órgãos e glândulas.

Os bandhas são como ferramentas que facilitam a orientação dos fluxos energéticos. Cada fluxo energético no nosso corpo tem a sua direção e o seu sentido. Com os bandhas é possível inverter o sentido desses fluxos para direcionar o prāṇa (energia vital) com objetivos específicos. Quando são combinados com prāṇāyāmas e āsanas tornam a prática de yoga mais intensa e eficaz.

Existem quatro tipos de bandhas ou contrações:

  • Jalāṇḍhārabandha – Levando o queixo ao peito, na depressão jugular, ativando da garganta;
  • Uḍḍīyanabandha– Contração do abdômen e baixo ventre, recolhendo-o para dentro e para cima.
  • Mūlabandha – Contração dos esfíncteres do anus e uretra
  • Jihvabandha – Elevação e pressão da língua contra o palato mole.

Estas contrações podem ser feitas isoladamente ou em simultâneo. Quando, por exemplo, durante a execução de alguns prāṇāyāmas, se faz em simultâneo o Jalāṇḍhārabandha, uḍḍīyanabandha e mūlabandha, a técnica assume o nome de bandhatraya, a contração tríplice.

A explicação deste exercício apenas serve para complementar a informação dada na sala de aula e auxiliar a memorização das técnicas. Não deverá realizar qualquer técnica de yoga sem a oientação de um professor.

Boas práticas com consciência! :) 

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