kīrtaṇ Kalī Durgā Namo Namaḥ

kīrtaṇ  Kalī Durgā Namo Namaḥ


Jaya Mātā Kālī

Jaya Mātā Durgā

Jaya Mātā Kālī

Jaya Mātā Durgā

Kalī Durgā Namo Namaḥ


Jaya é uma saudação

Mātā significa mãe. Mãe Divina ou sagrada.

Namo Namaḥ significa uma prostração, como a expressão " inclino-me perante"

Kālī * e Durgā* São deusas do hinduísmo, ou duas mesmas expressões da mesma deusa

Este kīrtaṇ é uma saudação ou um mantra de reverência a Kālī e Durgā, representando o poder feminino, a energia feminina.

Ao entoar um mantra a uma qualquer divindade hindu, não se pretende doutrinar ninguém. Pense antes nessa divindade como símbolo de uma qualidade ou virtude. Neste caso, quando nos referimos a Kālī ou a Durgā pretende-se invocar em cada um de nós, as qualidades de força interior, iluminação, a natureza divina feminina, a sabedoria, etc.

Quem são Durgā e Kālī ?

Durgā, a "Invencível”, Também conhecida como Ma Durgā, ou mãe Durgā é considerada uma deusa suprema do hinduísmo.

É considerada a forma “ guerreira” de Pārvatī, a esposa de Śiva, deus da destruição ou da renovação. É uma deusa bela, muitas vezes representada com três olhos, vários braços, cavalgando num leão ou num tigre e segurando nas suas mãos armas. poderosas. É uma caçadora de demónios e representa a força e o poder femininos, a natureza cósmica feminina e a força da mãe divina.

Conta-se que, uma vez numa batalha, Durgā lutava contra um terrível demónio, Raktabija, e precisou de invocar uma força maior para a ajudar. Desta forma nasce, da sua testa, Kālī.

Kālī. Também conhecida como Dakshina Kālikā é uma das mais adoradas deusas hindus. Considerada a versão feminina de Śiva, uma vez que é a deusa da destruição, o poder feminino em ação.

Também se diz que Kālī é a faceta mais feroz, mais implacável de Durgā.

Kālī é considerada a mãe negra e representa a escuridão da qual tudo nasceu. O seu nome deriva de Kāla, que significa tempo, logo Kālī domina o tempo e a morte.

Normalmente é representada com os cabelos soltos representando a liberdade, manchada de sangue e  com vários braços. Numa das suas mãos segura uma espada e noutra uma cabeça decapitada, que representa o ego. De cor negra ou azul. Muitas vezes retratada vestindo uma pele de tigre ou coberta de serpentes, no seu pescoço usa um colar feito de crânios e é representada com a sua língua de fora.

Muitas vezes retratada aos pés de Śiva, em adoração. Também é representada com Śiva a seus pés e colocando um pé sobre o peito de Śiva. Esta imagem tem uma história:

Quando Durgā lutava contra o demónio Raktabija, cada pingo de sangue que caía no chão, fazia surgir um novo demónio. Desta forma, Durgā invoca uma força maior dentro de si e da sua testa nasce Kālī.

Esta começa a lutar ferozmente contra demónios, cortando-lhes a cabeça e lambendo o sangue para que não surgissem novos demónios. 

Nesta batalha, Kālī fica descontrolada e para a travar Śiva deita-se a seus pés no campo de batalha para a travar. Percebendo que pisa o seu companheiro, Kālī, percebe que foi longe demais, então pára e coloca a sua língua de fora. ( existem diferentes versões desta história).

Apesar do seu aspecto terrível Kālī não representa o mal, mas sim a renovação e a luta contra o mal, tal como Śiva.

Este mantra, Kalī Durgā Namo Namaḥ é um kīrtaṇ, um mantra entoado em grupo, em forma de pergunta resposta, acompanhados de uma certa melodia e/ou do som de instrumentos musicais, com efeitos extroversores.

Uma vez que, no passado dia 18 de Fevereiro, tivemos um Satsanga e kīrtaṇ com o Professor Ricardo Gil, e todos juntos entoamos este maravilhoso kīrtaṇ, aqui vos deixo esta informação.

Para escutar este mantra carregue no link seguinte

https://www.youtube.com/watch?v=ZQ1n4mItE1o

O termo correto é  kīrtaṇa, mas para melhor compreensão tira-se o a final. 

Man significa mente e tra instrumento. Mantra significa instrumento para a mente e no yoga serve para disciplinar a atividade mental consciente, ou seja, ajudando a elevar a vibração através da serenização dos pensamentos e emoções, o mantra auxilia o praticante a atingir mais profundidade nas práticas de meditação. 

Mais importante que traduzir cada mantra é senti-lo e vivenciar o que ele invoca em nós. Ao vocalizar um mantra, faça-o com bhāva, sentimento, amor, intenção e não procure analisar o seu significado.

O mantra pode ser vocalizado por qualquer pessoa, independentemente das suas crenças, ou religião. Lembre-se, que este é apenas um instrumento para disciplinar a mente, esse é o objetivo. Aliás, toda a prática de yoga é um preliminar, um meio, para auxiliar a prática da meditação. 

Boas práticas!!! 💙

Esta informação foi inspirada nos ensinamentos do Professor Pedro Kupfer, João Paulo Dias, do Professor Ricardo Gil, Mestre DeRose e pesquisas pessoais. 

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